Cada endereço IPv4 é composto por um número de 32 bits, o que significa que existem cerca de 4 bilhões de endereços únicos. A ARIN (organização responsável por gerenciar a distribuição de endereços IP na América do Norte) afirma que 94% desses endereços já foram alocados, e no ritmo em que estamos, os últimos 6% devem terminar de serem alocados ao longo do próximo ano.
Aqui cabe a observação de que, durante anos, o tempo restante pelo qual o IPv4 seria viável vem sendo calculado e recalculado, com resultados diversos. Nota-se também que a demanda por endereços de IP não é estável, então podemos estar em um pico no momento e termos um vale ao longo do próximo ano. Dessa maneira, conclui-se, a situação pode não ser tão crítica assim. Mas supondo que seja, ainda resta uma salvação: o IPv6.
Diferentemente dos endereços de 32 bits do IPv4, os endereços IPv6 são de 128 bits. Considerando que a quantidade de endereços disponíveis aumenta exponencialmente com o número de bits utilizados, isso significa muitos novos endereços. Os cerca de 3.4×1038 endereços IPv6 seriam suficientes para designar por volta de 50 mil trilhões de trilhões de endereços IP para cada homem, mulher e criança que atualmente vive no planeta.
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A mudança para IPv6, porém, não é assim tão trivial. Felizmente algumas grandes empresas, como Google e Facebook estão dando o exemplo e fazendo sua transição. E seja mesmo apenas um ano ou seja mais, nosso prazo para o esgotamento do IPv4 está ficando apertado, e o IPv6 se mostra algo muito mais indicado para as proporções que a internet tem atingido nos último anos. Sendo assim, com um ano de sobrevida ou mais, a transição é muito bem-vinda.
Fonte: Tecnoblog



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