Bom, vou começar mais uma coluna aqui no blog (Serão uma por mês)... essa é mais nerd, dicas para turbinar o cérebro, isso mesmo. E você que pensava que a inteligência independia de qualquer coisa ou que era fixa? Não não, ela pode ser mudada, com diversos modos você pode aperfeiçoar a sua mente, memória, raciocínio e etc. Bom vamos à primeira postagem.
Jogue Videogame:
Videogames exigem tanta atividade cerebral que, sim, podem deixar qualquer um mais inteligente. Essa tese começou a ganhar terreno em 2005, com o livro Everything Bad Is Good for You (“Tudo o Que É Bom É Ruim para Você”), do jornalista científico Steven Johnson. E hoje, com cada vez mais pesquisas mostrando que o simples fato de manter a cabeça ativa aumenta a cognição, ela vem ganhando terreno. Mas espere aí: se games melhoram o cérebro de forma indireta, por que não fazer um jogo que tenha como objetivo deixar os usuários mais espertos? Foi justamente o que a Nintendo fez em 2006. Era o Brain Age, um game projetado para melhorar a capacidade de raciocínio. Ele foi concebido a partir de idéias do neurocientista Ryuta Kawashima. O japonês observou que, quando alguém está trabalhando em algo muito complicado, como equações de física quântica, usa só algumas áreas do cérebro. Mas, se a tarefa for fazer uma seqüência de cálculos fáceis (tipo 3 + 2, 4 - 1, 9 + 3...), só que num ritmo frenético, um atrás do outro, acontece um fenômeno: seu cérebro vira um céu de Copacabana no Ano-Novo. Neurônios começam a pipocar suas descargas elétricas em todos os cantos da massa cinzenta. Esse é o objetivo do Brain Age: jogar problemas fáceis em seqüências estroboscópicas. E isso, pela teoria de Kawashima, funcionaria como uma academia para o cérebro. Além de seqüências de contas, o Brain Age tem outros jogos parecidos, como mostrar uma série de números espalhados na tela por um piscar de olhos, depois esconder tudo e pedir que você clique onde eles estavam, em ordem crescente. Outro puxa sua capacidade de concentração ao limite mostrando o nome de cores na tela, mas nas “cores erradas”, tipo a palavra “azul” escrita em amarelo. E desafia você a dizer qual é a pigmentação das letras. Parece fácil, mas é o suficiente para derreter os neurônios. Com essas coisas, o Brain Age vendeu 15 milhões de cópias. O êxito fez surgir uma série de clones do jogo. E também chamou a atenção para sistemas que já existiam, como o Supermemo, que promete deixar os usuários com uma memória de elefante (confira em www.supermemo.com). Mas e aí? Tudo isso funciona mesmo? A ciência não sabe dizer ainda. Seja como for, os fãs desse tipo de jogo têm uma boa notícia. Neste ano, pesquisadores americanos e suíços colocaram 35 voluntários para fazer uma batelada desses exercícios. E eles melhoraram seu desempenho em testes de raciocínio aplicados depois dos treinos. Mesmo assim, a chefe da equipe, Susanne Jaeggi , mantém a cautela: “Isso ainda não é uma evidência científica”. Bom, mesmo que nunca haja uma, vale pela brincadeira.
Até a próxima e boa jogada!



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